século IV
Teólogo e bispo de Alexandria, onde nasceu, famoso defensor da tese da consubstancialidade do Pai e do Filho. Doutrina que saiu vencedora no Concílio de Nicéia. Bispo e doutor da igreja nascido em Alexandria, Egito, conhecido como o pai da ortodoxia. Também chamado o Grande justamente por sua inteligência e sua defesa da ortodoxia. Foi um dos maiores polemistas da igreja, inimigo feroz de todo tipo de heresia e pioneiro da teologia científica. Ainda diácono, denunciou o arianismo, que negava a divindade de Cristo. Arcebispo de Alexandria (328-373), notabilizou-se como defensor da ortodoxia ante a difusão do arianismo, apontado por ele como a maior das heresias, capaz de impossibilitar a obra da salvação. Para ele, como para todos os que crêem na Santíssima Trindade, o Filho era idêntico ao Pai em substância. Como Ário (256-336) possuía aliados poderosos, a luta contra o arianismo rendeu-lhe cinco exílios: em Trèves (335-338), em Roma (340-346) e no deserto da Tebaida, em três oportunidades (356-362). Duas vezes, em sua diocese, foi destituído pelas armas. Escreveu A vida de santo Antão e Quatro orações contra os arianos, e a oração o credo de Atanásio, uma das mais importantes afirmações do cristianismo histórico. Morreu em Alexandria depois de dedicar toda sua vida na luta contra os hereges.
|