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Estudos sobre a Bíblia - Parte I: Introdução a Bibliologia
1 - A origem do termo Bíblia.
  O termo Bíblia provém do plural grego ta biblia (os livros) e que deriva da palavra bíblos ou bíblion que significa "rolo" ou "livro". No latim medieval, biblìa passa a ser usado como uma palavra singular — uma coleção de livros ou "a Bíblia". Já a palavra “bíblos” remonta ao nome grego da cidade Fenícia Gebal (outrora Gubla); era conhecida pelos antigos egípcios por Keben e Kepen. Aparentemente, os gregos chamaram-lhe Biblos devido ao fato de ser através de Gebal que o biblos ("o papiro egípcio") era importado para a Grécia. Embora continue a ser referida como Biblos pelos escolásticos, a cidade é agora conhecida pelo nome árabe Jubayl de raíz Cananéia.
2- A organização da Bíblia.
  A Bíblia possui duas grandes divisões: o Antigo Testamento e o Novo Testamento que juntos totalizam 66 livros, sendo 39 do A.T. escritos em um período que vai de 1450 a 400 a.C. e 27 livros do Novo Testamento compostos entre 50 e 100 d.C. Escrita durante um período de aproximadamente 1600 anos, possui seus livros distribuídos da seguinte forma: O Antigo Testamento formado pelo Pentateuco (5 livros), livros históricos (12 livros), livros proféticos (17 livros) e livros poéticos organizados em 2 livros hínicos (Salmos e Cantares de Salomão) e 3 livros sapienciais (Jó, Provérbios e Eclesiastes). Já o Novo Testamento é agrupado da seguinte forma: 4 evangelhos, sendo 3 chamados Sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas), 1 livro histórico (Atos dos Apóstolos), 21 Epístolas ou Cartas (14 paulinas e 7 gerais) e 1 livro profético (Apocalipse).
3 - Os autores bíblicos
  A Bíblia foi escrita por aproximadamente 40 autores, sob diferentes condições político-sociais (homens de negócio, pastores de ovelha, pescadores, soldados, médicos, pregadores, reis) inspirados pelo Espírito Santo, todos judeus, com exceção de Lucas que escreveu um dos evangelhos e o livro de Atos dos Apóstolos. Apesar dos seus diversos escritores é um livro único, com uma única mensagem, isenta de contradições em seu conteúdo e cuja fonte é divina conforme o apóstolo Paulo citou: "Toda a Escritura é divinamente inspirada" (II Timóteo 3:16). Deus inspirou as Sagradas Escrituras procurando manter as características culturais e gêneros literários de cada escritor e época.
4 – Importância e Influência da Bíblia
  A Bíblia é o livro de maior difusão na história da humanidade. No desenvolvimento do pensamento humano, a Bíblia exerceu grande influência religiosa, assim como também na literatura e nas artes. A Bíblia é, sem dúvida, um dos maiores legados literários da humanidade, não sendo este entretanto a base de sua maior importância: O seu verdadeiro valor consiste na sua essência divina tanto para Israel quanto para a Igreja Cristã. Podemos notar que no Antigo Testamento a Lei se apresenta como uma ordenação divina, os Profetas têm a consciência de serem portadores de mensagens da parte de Deus e os Escritos ensinam que a verdadeira sabedoria encontra em Deus a sua origem.
A Igreja cristã, desde as suas origens, tem descoberto na mensagem do evangelho o mesmo valor da palavra de Deus e a mesma autoridade do Antigo Testamento. Por isso, em 2Pe 3.16, se equiparam as epístolas paulinas às "demais Escrituras", ou seja, ao Antigo Testamento. Gradativamente, a partir do séc. II d.C., foi sendo reconhecida aos 27 livros que formam o Novo Testamento a sua categoria de livros sagrados e, em conseqüência, o seu valor religioso.
5 - Literatura Bíblica
  A Bíblia apresenta como principais gêneros literários: a narrativa, a obra poética, o escrito profético, códigos legais ou normas, evangelhos, parabólas, epístolas e apocalipses.
  5.1 – Narrativas
  A narrativa é a forma dominante na Bíblia. Segue o padrão “começo – meio – fim” de uma história. As narrativas são constituídas de três elementos básicos: cenário, personagem e enredo. Outra característica da narrativa literária é que o universo apresentado é uma ilustração do mundo como o narrador o vê.
A Bíblia apresenta uma grande variedade de subtipos da narrativa, cujos principais são: histórias das origens, histórias heróicas e narrativas históricas.
História das Origens é um gênero da literatura antiga, encontrado na Bíblia no livro de Gênesis e que narra a história da criação tendo Deus como principal personagem. No capítulo 1 de Gênesis temos como enredo os atos poderosos de Deus tendo como cenário o Universo e a Terra. No capítulo 2, muda-se o cenário para o Jardim do Éden e o tema passa a ser a provisão de Deus para com o homem. Gênesis 3 fala sobre a origem do mal na humanidade.
As histórias heróicas são construções feitas ao redor da vida e proezas de um protagonista ou herói, enfocando suas qualidades e o seu destino. Como exemplos de hérois biblicos temos: Noé, Abraão, José, Davi, Gideão, Sansão e Ester.
Narrativas históricas divergem das narrativas literárias. A narrativa histórica tende a buscar a restauração do fato aproximando-se o máximo deste nos seus vários contextos: econômico, social, político, geográfico e cultural. Já a narrativa literária não tem esse mesmo objetivo de chegar tão perto da exatidão do fato. No Novo Testamento por exemplo, a melhor representação da narrativa histórica encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos. No Antigo Testamento temos vários livros que se enquadram na narração histórica: 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, etc...
  5.2 – Obras Poéticas
  A poesia bíblica é identificável pela forma do verso e pela presença de uma linguagem ou estilo poético. A forma do verso da poesia bíblica é conhecida por paralelismo, evitando a rima e compondo um dístico (poema de apenas dois versos) ou um terceto de idéias. A poesia bíblica apresenta quatro tipos de paralelismo.
| Tipo de Paralelismo | Descrição | Exemplo | | sinonímico | Repete idéias idênticas ou semelhantes usando palavras diferentes. | Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? (Salmo 15:1)
Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. (Salmo 19:2 ) | | antitético | Apresenta um contraste entre idéias ou imagens | Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá. (Salmo 1:6)
Na multidão do povo, está a glória do rei, mas, na falta de povo, a ruína do príncipe. (Provérbios 14:28)
A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos. (Provérbios 14:34) | | sintético ou construtivo | A segunda parte completa ou acrescenta à primeira parte. As vezes, repete uma parte da primeira frase e continua com maior desenvolvimento da mesma idéia. | Tributai ao Senhor, filhos de Deus, tributai ao Senhor glória e força. (Salmo 29:1)
Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.(Salmo 145:18) | | emblemático ou simbólico | Uma linha serve como ilustração paralela ao ensinamento real da outra. Os tradutores, freqüentemente, simplificam a expressão usando palavras de comparação: “como....assim”. | Como jóia de ouro em focinho de porco, assim é a mulher formosa que não tem discrição. (Provérbios 11:22)
Como água fria para o sedento, tais são as boas-novas vindas de um país remoto. (Provérbios 25:25) |
  No que diz respeito a linguagem poética a principal característica é a conotação. A linguagem pode ter dois sentidos: O denotativo e o conotativo. A linguagem denotativa está diretamente ligada ao seu sentido real, o sentido do dicionário. Já a linguagem conotativa trabalha com o sentido figurado das palavras. As principais figuras de linguagem empregadas pelos poetas são:
| Figura de Linguagem | Descrição | Exemplo | | Metáfora | consiste numa comparação implícita, numa relação de similaridade, entre duas palavras ou expressões. | "O Senhor é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte." Salmos 18:2.
"Eu sou a porta. Se alguém entrar por Mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem." João 10:9. | | Símile | consiste numa comparação explícita, com a presença do elemento comparativo: como, tal qual, igual a, feito, que nem. | Herodes era como uma raposa” | | Personificação ou prosopopéia | consiste em tratar algo não-humano como se tivesse a capacidade humana de agir ou reagir. | Os montes e os outeiros romperão em cânticos diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palma” | | Hipérbole | consiste no exagero ao se afirmar alguma coisa, com intuito emocional ou de ênfase | "Vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve ciúmes de sua irmã e disse a Jacó: Dá-me filhos, senão morrerei." Gênesis 30:1. | | Apóstrofe | discurso dirigido a alguém ou alguma coisa ausente como se estivesse presente e pudesse ouvir. | Que tens, ó mar, que assim foges?”
Ah, Espada do Senhor, até quando deixarás de repousar? “ |
  O livro de poesia mais conhecido da Bíblia é o livro de Salmos. O livro de Cantares de Salomão é uma compilação de poesias de amor. Dentre os livros poéticos temos também a categoria conhecida como literatura sapiencial representada pelos livros de Próverbios, Eclesiastes e Jó. A afirmação principal da literatura sapiencial, proveniente do princípio de causa e efeito, era a felicidade dos justos e a infelicidade dos ímpios. Em muitos casos esse princípio funciona perfeitamente; no entanto, a observação da realidade nos faz perceber que nem sempre acontece assim. É no contexto do questionamento desse princípio de causa e efeito que o livro de Jó se situa, ou seja, Jó um homem justo passando por provações e dificuldades.
  5.3 - Proféticos
  Os profetas eram conhecidos em outras regiões do antigo Oriente Médio, mas nenhuma outra cultura desenvolveu um corpo de literatura profética comparável ao de Israel. Os antigos autores egípcios escreveram obras literárias chamadas "profecias" mas, por sua forma e conteúdo, eram diferentes dos livros proféticos da Bíblia. Na literatura profética predominam os discursos, já que a atividade do profeta consistia em difundir a palavra de Deus relativa ao futuro imediato. As mensagens mais comuns são profecias de castigo ou salvação. Tanto umas, como outras, estão contextualizadas por fórmulas que identificam as palavras de Deus, como por exemplo, "Assim diz o Senhor". Em geral, a profecia de castigo encontra suas razões na injustiça social, arrogância religiosa ou apostasia. As profecias também costumam detalhar a natureza do desastre - militar, peste ou outra qualquer - que recairá sobre a nação, grupo ou indivíduo a quem será dirigido. As profecias de salvação anunciam a iminente intervenção de Deus para resgatar Israel. Outros discursos incluem profecias contra nações estrangeiras, discursos de aflição que enumeram os pecados do povo, admoestações ou advertências.
  5.4 - Leis/Normas
  A matéria legal é tão destacada nas Escrituras hebraicas que o judaísmo aplicou o termo Torá ("Lei") aos primeiros cinco livros (Pentateuco). Os textos legais são dominantes em Êxodo, Levítico e Números. O quinto livro da Bíblia foi denominado Deuteronômio ("segunda Lei") por seus tradutores gregos, ainda que Deuteronômio seja, em síntese, um relato das últimas palavras e atos de Moisés.
  5.5 - Evangelhos
  Um evangelho não é uma biografia, mas é uma série de resumos individuais de fatos e palavras, organizados com o objetivo de criar um efeito cumulativo. Aparentemente, os autores dos evangelhos - Mateus, Marcos, Lucas e João - tiveram algum interesse em ressaltar a ordem cronológica, embora esta não tenha sido uma das maiores prioridades. Em maior medida, o que influenciou a organização do material foram os temas teológicos e as necessidades dos leitores. Por estes motivos - embora os quatro mantenham um mesmo estilo literário e centrem-se na vida de Jesus -, existem diferenças entre os evangelhos. Com exceção dos relatos da prisão, julgamento, morte e ressurreição de Cristo (similares nos quatro livros), os textos diferem em perspectivas, ênfases de interpretação e importantes detalhes.
  5.6 - Parábolas
  As parábolas bíblicas são breves histórias fictícias que personificam idéias facilmente entendíveis, utilizando-se da alegoria – histórias de duplo sentido – e que lidam em geral com algum contexto do Reino de Deus. Frequentemente a parábola apresenta um único tema e tem em sua forma narrativa os elementos do realismo, da ação simples, do suspense, contrastes, repetições, tensão final, tipos universais de personagem e arquétipos. A interpretação da parábola segue quatro etapas: Primeiro temos a exploração dos elementos narrativos, tais como, cenário, personagem e enredo. Segundo, identificação dos significados alegóricos ou simbólicos. A terceira etapa é estabelecer os temas ou idéias implícitas da parábola. E por último a aplicação do tema tanto para o leitor original quanto ao atual. É dessa forma que podemos entender na parábola da semente, por exemplo, que a semente é o Evangelho sendo pregado e o solo são as diversas respostas do homem ao Evangelho de Jesus.
  5.7 - Epístolas
  No mundo greco-romano, a epístola, ou carta, constituía um estilo literário generalizado. Consistia na assinatura, endereçamento, saudação, elogio, agradecimento, mensagem e despedida. O apóstolo Paulo achou este estilo adequado para a transmissão de suas mensagens teológicas para as igrejas que fundara. Este estilo adquiriu grande popularidade na comunidade cristã e foi empregado por muitos líderes eclesiásticos. As epístolas escritas por Paulo e outros escritores são sermões, exortações ou tratados teológicos, todos encobertos pelo estilo do gênero epistolar.
  5.8 - Escritos Apocalíptos
  O apocalipse, como gênero diferenciado, surgiu em Israel no período posterior ao exílio, isto é, após o cativeiro dos judeus na Babilônia entre 586 e 538 a.C. Um apocalipse, ou revelação, expõe uma série de acontecimentos futuros mediante uma detalhada resenha de um sonho ou visão. Utiliza imagens de forte conteúdo simbólico e, freqüentemente extravagantes, que são explicadas e interpretadas. Os escritos apocalípticos costumam refletir a perspectiva histórica do autor, num momento em que as forças do mal se preparavam para travar a batalha final contra Deus, possibilitando o nascimento de uma nova era. Daniel possui exemplos do estilo apocalíptico. Partes de outros livros também apresentam aspectos da literatura apocalíptica (Isaías 24:27; Zacarias 9:14 e algumas partes de Ezequiel). Entre os apócrifos, Esdras é um apocalipse. No Novo Testamento seu uso é predominante no livro do Apocalipse.
6 - O Antigo Testamento
  O Antigo Testamento é a aliança da Lei. Deus se revelou ao povo de Israel durante a história deste e fez isso mostrando-se como o único Deus, Criador e Senhor do universo e da história, não se assemelhando a nenhuma outra experiência humana, nem identificando-se com alguma imagem feita pelos homens. Deus é o Autor da vida, o Criador da existência de todos os seres e é um Deus salvador, que está sempre ao lado do seu povo, protegendo os fracos e amando a justiça, mas também impondo obrigações morais e sociais. Assim, a fé comum, as celebrações cúlticas e a observância da Lei são os elementos que configuram a unidade de Israel, uma unidade que se rompe quando se torna infiel ao Deus ao qual pertence. A história de Israel como povo escolhido revela que o mais importante é manter a sua identidade religiosa em meio ao mundo ao seu redor, passo necessário que será dado em direção à mensagem universal que mais tarde vem com Jesus Cristo na proclamação do Reino de Deus.
Nem todos os aspectos do Antigo Testamento mantêm igual vigência para o cristão. O Antigo Testamento deve ser interpretado à luz da sua máxima instância, que é Jesus Cristo. A projeção histórica e profética do povo de Israel no Antigo Testamento é uma etapa precursora no caminho que conduz à plena revelação divina em Cristo (Hb 1.1-2). Por outro lado, o Novo Testamento é o testemunho de fé de que as promessas feitas por Deus a Israel são cumpridas com a vinda do Messias. Por isso, certas instruções absolutamente válidas para o povo judeu deixam de ser igualmente vigentes para o novo povo de Deus, que é a Igreja (cf. At 15 Gl 3.23-29 Cl 2.16-17 Hb 7.11-10.18) e alguns aspectos da lei de Moisés, do culto do Antigo Testamento e da doutrina sobre o destino do ser humano devem ser interpretados à luz do evangelho de Jesus Cristo.
  6.1 – O Pentateuco
  Composto pelos 5 primeiros livros da Bíblia (Genêsis, Êxodo, Levítico, Números e Deuterônomio), escritos por Moisés e também conhecidos como Torá, uma palavra da língua hebraica cujo significado está associado ao ensinamento, instrução ou Lei.
| Livro | Data | Autor | Breve Descrição | | Gênesis | 1445—1405 a.C. | Moisés | Gênesis significa “início” e faz uma narrativa da criação, da relação de Deus com o homem e da promessa de Deus a Abraão e seus descendentes. | | Êxodo | 1445—1405 a.C. | Moisés | O nome Êxodo significa "saída". Este livro conta como Deus livrou os israelitas da escravidão no Egito. | | Levítico | 1445—1405 a.C. | Moisés | O nome do livro deriva de uma das doze tribos de Israel: a tribo de Levi, separada por Deus para o sacerdócio. O livro registra todas as leis e regulamentos a respeito de rituais e cerimônias. | | Números | 1405 a.C. | Moisés | Os israelitas vagaram pelo deserto durante quarenta anos, antes de entrar em Canaã, "a terra prometida". O nome do livro deriva dos censos promovidos durante esse tempo no deserto. | | Deuteronômio | 1405 a.C. | Moisés | Moisés pronunciou três discursos de despedida pouco antes de morrer. Neles recapitulou, com o povo, todas as leis de Deus para os israelitas. O nome do livro expressa essa "recapitulação" ou "segunda lei". |
  6.2 – Livros Históricos
  Descrevem a vida sócio-política da nação judaica abrangendo a conquista da Terra Prometida, a formação do reino de Israel, a divisão do reino, o exílio na Babilônia em 586 a.C e o retorno do exílio durante o império Persa.
| Livro | Data | Autor | Breve Descrição | | Josué | 1400—1375 a.C. | Josué | Josué foi o líder dos exércitos israelitas em suas vitórias sobre seus inimigos, os cananeus. O livro termina descrevendo a divisão da terra entre as doze tribos de Israel. | | Juízes | 1050—1000 a.C. | Desconhecido | Os israelitas constantemente desobedeciam a Deus e caíam nas mãos de países opressores. Deus constituiu juízes para livrá-los da opressão. | | Rute | Séc. X a.C. | Desconhecido | O amor e a dedicação de Rute à sua sogra, Noemi, são o tema deste livro. | | 1 Samuel | 931—722 a.C. | Samuel e outros | Samuel foi o líder de Israel no período compreendido entre os Juízes e Saul, o primeiro rei. Quando a liderança de Saul falhou, Samuel ungiu a Davi como rei. | | 2 Samuel | 931—722 a.C. | Samuel e outros | Sob o reinado de Davi, a nação se unificou e se fortaleceu. No entanto, depois dos pecados de Davi, adultério e assassinato, tanto a nação como a família do rei sofreram muito. | | 1 Reis | 560—550 a.C. | Jeremias | Este livro inicia com o reinado de Salomão em Israel. Depois de sua morte, o reino se dividiu em conseqüência da guerra civil entre o Norte e o Sul, resultando no surgimento de duas nações: Israel no Norte e Judá no Sul. | | 2 Reis | 560—550 a.C. | Jeremias | Israel foi conquistada pela Assíria em 721 a.C. Judá, pela Babilônia, em 586 a.C. Estes acontecimentos foram considerados como um castigo ao povo pela desobediência às leis de Deus. | | 1 Crônicas | 450—420 a.C. | Esdras | Este livro inicia com as genealogias de Adão até Davi e, em seguida, conta os acontecimentos do reinado de Davi. | | 2 Crônicas | 450—420 a.C. | Esdras | Este livro abrange o mesmo período que 2Reis, mas com ênfase em Judá, o reino do Sul, e seus governantes. | | Esdras | 450—420 a.C. | Esdras | Depois de estar cativo na Babilônia por algumas décadas, o povo de Deus retornou a Jerusalém. Um de seus líderes era Esdras. Este livro contém a admoestação que Esdras fez ao povo para que este seguisse e honrasse a lei de Deus. | | Neemias | 430—420 a.C. | Neemias | Depois do templo, também foi reconstruído o muro de Jerusalém. Neemias foi quem dirigiu esse empreendimento. Ele também colaborou com Esdras para restaurar o fervor religioso do povo. | | Ester | 465 a.C. | Desconhecido | Este livro relata a história de uma rainha da Pérsia que era judia e que denunciou um complô que visava destruir seus compatriotas. Com isso ela evitou que todos fossem aniquilados. |
  6.3 – Livros Proféticos
  Os Livros Proféticos foram escritos por homens chamados por Deus para um ministério profético com objetivos de reavivamento em nome de Deus, não perdendo a consciência patriótica. A mensagem tanto era para o momento como também tinha o aspecto preditivo.
  Podem ser agrupados de duas formas:
| com base no volume dos livros |
| Profetas Maiores (5 Livros) | Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel. | | Profetas Menores (12 Livros) | Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias. |
| com base no Exílio Babilônico sofrido pelos judeus |
| Pré-exílicos | Isaías, Jeremias, Oséias, Joel, Amós, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque e Sofonias. | | Exílicos | Ezequiel, Daniel e Obadias | | Pós-Exílicos | Ageu, Zacarias e Malaquias. |
| A ordem cronológica dos Profetas Pré-Exílios |
| Livro/Autor | Data | Breve Descrição | | Joel | 835—805 a.C. | Depois de uma praga de gafanhotos, Joel admoesta o povo para que se arrependa. | | Jonas | 760 a.C. | Jonas não queria pregar para o povo de Nínive, que era inimigo de seu próprio país. Quando, finalmente, levou a mensagem enviada por Deus, seus habitantes se arrependeram. | | Amós | 760-750 a.C. | Durante um tempo de prosperidade, este profeta de Judá pregou aos ricos líderes de Israel sobre o juízo de Deus; insistia em que pensassem nos pobres e oprimidos, antes de pensarem em sua própria satisfação. | | Oséias | 750 a.C. | Oséias se vale de sua experiência conjugal, em que ele era dedicado à sua esposa, mesmo sabendo que ela lhe era infiel, para ilustrar o adultério que Israel tinha cometido contra Deus e para mostrar como o fiel amor de Deus pelo seu povo nunca muda. | | Miquéias | 704-696 a.C. | A mensagem de Miquéias para Judá era de juízo, em vez de perdão, esperança e restauração. | | Isaías | 700-690 a.C. | O profeta Isaías trouxe a mensagem do juízo de Deus às nações, anunciou um rei futuro, à semelhança de Davi, e prometeu uma era de paz e tranqüilidade. É o maior profeta messiânico. | | Sofonias | 630 a.C. | Este profeta anunciou o Dia do Senhor, que traria juízo a Judá e às nações vizinhas. Esse dia, que haveria de vir, seria de destruição para muitos, mas um pequeno remanescente, sempre fiel a Deus, sobreviveria para abençoar o mundo inteiro. | | Naum | 630-620 a.C. | Naum anunciou que Deus destruíria o povo de Nínive por sua crueldade na guerra. | | Habacuque | 606 a.C. | Este livro apresenta um diálogo entre Deus e Habacuque sobre a justiça e o sofrimento. | | Jeremias | 626-586 a.C. | Muito antes da destruição de Judá pela Babilônia, Jeremias predisse o justo juízo de Deus. Embora sua mensagem seja majoritariamente de destruição, Jeremias também falou do novo pacto com Deus. | | Lamentações de Jeremias | 586-585 a.C. | Tal qual Jeremias havia predito, Jerusalém caiu cativa da Babilônia. Este livro registra cinco "lamentos" pela cidade caída. |
| A ordem cronológica dos Profetas Exílicos |
| Daniel | 536-530 a.C. | Daniel se manteve fiel a Deus, mesmo enfrentando muitas pressões quando cativo na Babilônia. Este livro inclui as visões proféticas de Daniel. | | Ezequiel | 593-573 a.C. | A mensagem de Ezequiel foi dada aos judeus cativos na Babilônia. Ezequiel usou histórias e parábolas para falar do juízo, da esperança e da restauração de Israel. | | Obadias | 586 a.C. | Obadias profetizou o juízo sobre Edom, um país vizinho de Israel. Alguns colocam a data do livro em 840 a.C. em conexão com a invasão dos filisteus e árabes no reinado de Jorão. Outros em 586 a.C., em conexão com a invasão dos babilônios. Porém a data preferível pelos estudiosos é 586 a.C. |
| A ordem cronológica dos Profetas Pós-Exílio |
| Ageu | 520 a.C. | Depois que o povo voltou do exílio, Ageu o admoestou para que dessem prioridade a Deus e reconstruíssem em primeiro lugar o templo, mesmo antes de reconstruírem suas casas. | | Zacarias | 520-475 a.C. | Como Ageu, Zacarias instou o povo a reconstruir o templo, assegurando-lhes a ajuda e bênçãos de Deus. Suas visões apontavam para um futuro brilhante. | | Malaquias | 450 a.C. | Após o retorno do exílio, o povo voltou a descuidar de sua vida religiosa. Malaquias passou a inspirá-los novamente, falando-lhes do "Dia do Senhor". |
  6.4 – Livros Poéticos
  Dividem-se em livros hínicos e sapienciais.
| Livro | Data | Autor | Breve Descrição | | Salmos | Sec. X a V a.C. | Davi, Asafe, filhos de Corá e outros | Estas 150 orações foram usadas pelos hebreus para expressar sua relação com Deus. Abrangem todo o campo das emoções humanas, desde a alegria até o ódio, da esperança ao desespero. | | Cantares de Salomão | 970—930 a.C. | Salomão | Este poema descreve o gozo e o êxtase do amor. Simbolicamente tem sido aplicado ao amor de Deus por Israel e ao amor de Cristo pela Igreja. |
| Livro | Data | Autor | Breve Descrição | | Jó | De acordo com os dois autores mais aceitos (Moisés ou Salomão) pode ser Séc. XV a.C. ou Séc X a.C. | Vários autores são cogitados: Jó, Eliú, Moisés, Salomão ou Jeremias. | O sofrimento do piedoso e a soberania de Deus. A narração gira em torno da questão”Por que sofrem os inocentes?”. | | Provérbios | 950—700 a.C. | Salomão e outros | Este é um livro de máximas de sabedoria, de ensinamentos éticos e de senso comum acerca de como viver uma vida reta. | | Eclesiastes | 935 a.C. | Salomão | Na sua busca por felicidade e pelo sentido da vida, este escritor, conhecido como "pregador", faz perguntas que continuam presentes na sociedade contemporânea. |
7 - O Novo Testamento
  O Novo Testamento é constituído de 27 livros escritos entre 50 e 100 d.C. Os quatro primeiros livros do Novo Testamento, são os Evangelhos (a palavra "evangelho" significa "boa nova'). Esses quatro livros trazem uma Boa Nova: Jesus Cristo, filho de Deus e narram sua vida, morte e ressurreição.
O livro seguinte, o quinto livro, é chamado de Atos dos Apóstolos, que na realidade são atos do Espírito Santo. Este livro é histórico: contém o relato dos primeiros anos da Igreja.
Os livros seguintes são as cartas chamadas "Epístolas". Alguns desses livros levam os nomes da igrejas a que foram dirigidas, por exemplo: Romanos, Coríntios, Colossenses, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses e Tessalonicenses; outros, de indivíduos para os quais foram dirigidas as cartas, como Timóteo, Tito e Filemon. Há um livro que se refere a uma comunidade geral: Hebreus. Também temos os que receberam os nomes dos seus autores: Tiago, Pedro, João e Judas. Dessas cartas catorze são do Apóstolo Paulo ( o livro de Hebreu é de autoria desconhecida, porém a tradição a tem atribuído a Paulo), uma de Tiago, duas de Pedro, três de João e uma de Judas; totalizando vinte e uma cartas, que objetivam um ensinamento direcionado para que conheçamos melhor a graça e vontade de Deus.
Por último temos o livro de Apocalípse que é uma palavra de origem grega que significa "revelação". É um livro escrito utilizando vários símbolos e sinais que realisticamente trata das coisas que acontecem e ainda estão para acontecer.
Os livros do Novo Testamento foram escritos pelos discípulos de Jesus Cristo. Eles queriam que outros ouvissem a respeito da nova vida que é possível através da morte e ressurreição de Jesus.
  7.1 – Evangelhos
  Composto pelos 4 primeiros livros do Novo Testamento (Mateus, Marcos, Lucas e João). Os exegetas chamam os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas de sinópticos. Desde que a exegese começou a ser aplicada à Bíblia ainda no século XVIII os especialistas perceberam que, dos quatro evangelhos, os três primeiros apresentavam grandes semelhanças em si, de tal forma que se colocados em três colunas paralelas - donde vem o nome sinóptico, do grego"syn" (“junto”) e "opsis" (“ver”), os assuntos neles abordados correspondiam quase inteiramente. A tradição coloca o Evangelho de Marcos como sendo o primeiro a ser escrito e que serviu de base para Mateus e Lucas.
| Livro | Data | Autor | Breve Descrição | | Marcos | 55—65 d.C. | João Marcos foi colaborador de Pedro, Paulo e Barnabé. | Marcos escreveu um Evangelho curto, conciso e cheio de ação, destinados aos crentes romanos. O evangelho apresenta Jesus como o Filho-Servo. | | Mateus | 60 d.C. | Apóstolo Mateus | Apresenta Jesus como o Messias e Rei e teve como público alvo os judeus. | | Lucas | 60—63 d.C. | Lucas era médico e companheiro próximo de Paulo. | Neste Evangelho é enfatizado como a salvação em Jesus está ao alcance de todos. O evangelho apresenta Jesus como o Salvador Divino-Humano. Tem como destinatários os gentios. | | João | 80-95 d.C. | Apóstolo João | Evangelho de João, pela sua forma, se coloca à parte dos outros três. João organiza sua mensagem enfocando sete sinais que apontam para Jesus como Filho de Deus. É conhecido como o evangelho universal, por ter como destinatário toda a igreja de Jesus. |
  7.2 – Histórico
  O único livro histórico do Novo Testamento é o livro de Atos dos Apostólos
| Livro | Data | Autor | Breve Descrição | | Atos dos Apóstolos | 62 d.C. | Lucas, o mesmo autor do Evangelho de Lucas | Quando Jesus deixou os seus discípulos, o Espírito Santo veio habitar com eles. Este livro foi escrito por Lucas para ser um complemento ao seu Evangelho. Ele relata eventos da história e da ação da igreja cristã primitiva, mostrando como a fé se propagou no mundo mediterrâneo. |
  7.3 – Epístolas
  As epístolas ou cartas são divididas em epístolas paulinas, aquelas cujo autoria são do apóstolo Paulo; e epístolas gerais.
Dentre as cartas de Paulo 3 são chamadas de epístolas pastorais: Timóteo (I e II) e Tito; 4 são chamadas de epístolas da prisão (Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom) uma vez que foram escritas quando Paulo esteve encarcerado em Roma.
A respeito da carta aos Hebreus cogita-se várias autorias (Barnabé, Lucas, Apolo, Silvano, Felipe, Priscila, Clemente de Roma), mas a tradição oriental atribui a Paulo a autoria desta carta.
| Epístolas Paulinas em ordem cronológica |
| Livro | Data | Breve Descrição | | 1 Tessalonicenses | 50 d.C. | O apóstolo Paulo dá orientações aos cristãos de Tessalônica a respeito da volta de Jesus ao mundo. | | 2 Tessalonicenses | 50 d.C. | Como em sua primeira carta, o apóstolo Paulo fala do retorno de Jesus ao mundo. Também trata de preparar os cristãos para a vinda do Senhor. | | Gálatas | 55-56 d.C. | Esta carta expõe a liberdade da pessoa que crê em Cristo com respeito à lei. Paulo declara que é somente pela fé que as pessoas são reconciliadas com Deus. | | Romanos | 56 d.C. | Nesta importante carta, Paulo escreve aos romanos sobre a vida no Espírito, que é dada pela fé aos que crêem em Cristo. O apóstolo reafirma a grande bondade de Deus e declara que, através de Jesus Cristo, Deus nos aceita e nos liberta de nossos pecados. | | 1 Coríntios | 56 d.C. | Esta carta trata especificamente dos problemas que a igreja de Corinto estava enfrentando: dissensão, imoralidade, problemas quanto à forma da adoração pública e confusão sobre os dons do Espírito. | | 2 Coríntios | 56 d.C. | Nesta carta o apóstolo Paulo escreve sobre seu relacionamento com a igreja de Corinto e as dificuldades que alguns falsos profetas haviam trazido ao seu ministério. |
| Efésios | 60-61 d.C. | O tema central desta carta é o propósito eterno de Deus: Jesus Cristo é a cabeça da Igreja, que é formada a partir de muitas nações e raças. | | Filemom | 60-61 d.C. | Filemom é instado a perdoar seu escravo, Onésimo, que havia fugido. Filemom deveria aceitá-lo de volta como a um amigo em Cristo. | | Filipenses | 61 d.C. | A ênfase desta carta está no gozo que o crente em Cristo encontra em todas as circunstâncias da vida. | | Colossenses | 61 d.C. | Nesta carta o apóstolo Paulo diz aos cristãos de Colossos que abandonem suas superstições e que Cristo seja o centro de sua vida. |
| 1 Timóteo | 64 d.C. | Esta carta serve de orientação a Timóteo, um jovem líder da igreja primitiva. O apóstolo Paulo lhe dá conselhos sobre a adoração, o ministério e os relacionamentos dentro da igreja. | | Tito | 64 d.C. | Tito era ministro em Creta. Nesta carta o apóstolo Paulo o orienta sobre como ajudar os novos cristãos. | | 2 Timóteo | 66-67 d.C. | Esta é a última carta de autoria confirmada escrita pelo apóstolo Paulo. Nela lança um último desafio a seus companheiros de trabalho. |
| Autoria Atribuída à Paulo |
| Hebreus | 64—68 d.C. | Esta carta exorta os novos cristãos a não observarem mais rituais e cerimônias tradicionais, pois, em Cristo, eles já foram cumpridos. |
| Livro | Data | Autor | Breve Descrição | | Tiago | 48-62 d.C. | Tiago (irmão de Jesus) | Tiago aconselha os cristãos a viverem na prática sua fé e, além disso, oferece idéias sobre como isso pode ser feito. | | 1Pedro | 60 d.C. | Apóstolo Pedro | Esta carta foi escrita para confortar os cristãos da igreja primitiva que estavam sendo perseguidos por causa de sua fé. | | 2 Pedro | 65—68 d.C. | Apóstolo Pedro | Nesta carta o apóstolo Pedro adverte os cristãos sobre os falsos mestres e os estimula a continuarem leais a Deus. | | 1 João | 90 d.C. | Apóstolo João | Esta carta explica verdades básicas sobre a vida cristã com ênfase no mandamento de amarem uns aos outros. | | 2 João | 90 d.C. | Apóstolo João | Esta carta, dirigida à "senhora eleita e aos seus filhos", adverte os cristãos quanto aos falsos profetas. | | 3 João | 90 d.C. | Apóstolo João | Em contraste com sua Segunda Carta, esta fala da necessidade de receber os que pregam a Cristo. | | Judas | 65—80 d.C. | Judas (irmão de Jesus) | Judas adverte seus leitores sobre a má influência de pessoas alheias à irmandade dos cristãos. |
  7.4 – Profético
  O único livro profético do Novo Testamento é o livro de Apocalipse.
| Livro | Data | Autor | Breve Descrição | | Apocalipse | 70—95 d.C. | Apóstolo João | Este livro foi escrito para encorajar os cristãos que estavam sendo perseguidos e para firmá-los na confiança de que Deus cuidará deles. Usando símbolos e visões, o escritor ilustra o triunfo do bem sobre o mal e a criação de uma nova terra e um novo céu. |
Bibliografia
  Bíblia de Estudo Pentecostal. Almeida Revista e Corrigida. Edição de 1995. Editora CPAD.
  Bíblia de Estudo Plenitude. Almeida Revista e Corrigida. Edição de 1995. Editora SBB.
  Lúmina - A Bíblia do século XXI
  http://www.pt.wikipedia.org (Temas sobre a Bíblia)
  Gundry, Robert H. Panorama do Novo Testamento. Editora Vida Nova.
  Ellisen, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Editora Vida.
  Comfort, Philip Wesley. A origem da Bíblia. Editora CPAD.
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Conselho Federal Teologia |
Convenção Batista |
Procon
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| Versículo |
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." (Mateus 11:28)
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